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Professora morta por linha chilena em Montes Claros foi atingida durante disputa de pipas, diz polícia

Professora morre ao ser atingida por linha cerol enquanto andava de moto em Montes Claros A professora que morreu após ter o pescoço cortado por uma linha chi...

Professora morta por linha chilena em Montes Claros foi atingida durante disputa de pipas, diz polícia
Professora morta por linha chilena em Montes Claros foi atingida durante disputa de pipas, diz polícia (Foto: Reprodução)

Professora morre ao ser atingida por linha cerol enquanto andava de moto em Montes Claros A professora que morreu após ter o pescoço cortado por uma linha chilena em Montes Claros foi atingida quando dois jovens usavam uma pipa em uma disputa conhecida como “laçada”. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quinta-feira (30). No dia 30 de junho deste ano, Cláudia Morais da Silva, de 57 anos, passava de moto pelo Residencial Minas Gerais, na volta do trabalho para casa, quando foi ferida. Ela transitava pelas imediações de um campo de futebol, onde havia intenso movimento de veículos e pedestres. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp 🔎A linha chilena possui material cortante e é utilizada para empinar pipas. Em Minas Gerais, a Lei Estadual nº 23.515, de 2019, proíbe a comercialização e o uso de linhas cortantes em pipas e similares. De acordo com a delegada Francielle Drummond, uma linha de pipa tensionada e com grande quantidade de material cortante atingiu a professora na região cervical, causando um esgorjamento. O laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi um choque hipovolêmico hemorrágico, que ocorre quando uma pessoa perde grande quantidade de sangue. Dedicada às crianças e querida pela comunidade escolar: veja quem era a professora morta por linha chilena “A Polícia Civil iniciou várias diligências, inclusive diligência de campo, e logrou êxito em apreender, em um lote vago próximo ao local dos fatos, uma carretilha, que inclusive a perícia informou que era compatível com a linha que teria sido utilizada na morte da vítima”, detalhou a delegada. Francielle Drummond afirmou ainda que, após oitivas de testemunhas, dois homens, de 17 e 18 anos, foram identificados como responsáveis pela soltura da pipa que terminou com a morte de Cláudia. Os nomes deles não foram revelados. “Na ocasião, eles estavam fazendo uso compartilhado dessa pipa em uma disputa que eles chamam de laçada. Em determinado momento, eles perderam essa pipa e, ao puxar a carretilha, notaram que estava mais pesada, como se alguém estivesse fazendo força do lado contrário. Provavelmente foi nesse momento que a vítima teria sido atingida na região cervical.” Professora durante atividade no Cemei Cemei Rosita Aquino Indiciamento Ainda conforme a delegada, os rapazes foram ouvidos e confessaram a dinâmica dos fatos. Eles disseram que encontraram a linha chilena na rua e a emendaram à linha que estava sendo usada para a soltura da pipa. “A Polícia Civil entendeu que eles praticaram o crime de homicídio na modalidade de dolo eventual, primeiro porque estavam utilizando um artefato perigoso e de uso e comercialização proibidos, que é a linha chilena, em um local de grande fluxo de veículos e pedestres. Inclusive, o simples fato de fazer uso de linha chilena ou cerol já caracteriza um crime, que é o de perigo para a vida ou saúde de outro.” O maior de idade foi indiciado por homicídio doloso e o adolescente, por ato infracional análogo ao crime de homicídio, de acordo com o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. O primeiro pode pegar uma pena que varia de seis a 20 anos de prisão, e o segundo pode ser penalizado com uma medida de internação de até três anos. Apesar da identificação e do indiciamento, os dois não foram detidos, já que, para que uma pessoa fique presa ou seja apreendida, há requisitos estabelecidos por lei. Ambos colaboraram com as investigações. “A Polícia Civil reforça mais uma vez o compromisso com a responsabilização criminal, reforça mais uma vez que o uso de linha chilena e cerol envolve artefatos altamente perigosos e de comercialização proibida. Qualquer tipo de uso, independentemente de resultado, já configura responsabilização criminal, por se tratar do crime de perigo para a vida ou saúde de outro.” Relembre o caso Cláudia Moraes da Silva morreu ao ser atingida por uma linha chilena no Residencial Minas Gerais. O Samu informou que ela era professora e retornava do trabalho no momento do acidente. O diretor técnico do Samu, Marcelo Fagundes, explicou que a linha com cerol funciona como uma lâmina ao atingir o corpo. Mesmo sem o uso de material cortante, as linhas podem causar ferimentos graves em contato com a pele. “Ontem, tivemos a infelicidade de atender a uma mulher que foi vítima de um esgorjamento, que é uma lesão da região anterior do pescoço, provocada por linha de pipa e que culminou com o falecimento dela no local da queda”, detalhou. Além do corte no pescoço, a professora tinha um ferimento na mão, possivelmente causado durante a tentativa de se defender da linha chilena. ➡️No caso de Montes Claros, a Lei Municipal nº 5.289, de 2020, proíbe empinar pipas, papagaios, raias ou artefatos similares. Os brinquedos só podem ser usados em regiões de fazenda, sítios, clubes, áreas de recreação pública ou particular, desde que garantida a distância de segurança da rede elétrica e que não possuam, na sua composição, qualquer tipo de linha cortante ou com potencial de corte. "Para aqueles que ,às vezes não entendem bem, a linha de pipa costuma fazer um obstáculo invisível para aqueles que vêm transitando, e as maiores vítimas são usuários de motocicletas, bicicletas, patinetes. A velocidade com que a pessoa vem, somada à linha, faz um mecanismo cortante de lesão na superfície corporal. Muitas vezes, se atingir partes nobres do corpo, pode ser fatal, Dedicada às crianças e querida pela comunidade escolar Dedicada às crianças e muito querida pela comunidade escolar. É assim que colegas de trabalho e amigos descreveram a professora Cláudia Moraes da Silva. "É um dia triste, a secretaria de Educação, a Prefeitura e todo o município estamos enlutados com essa perda trágica dessa servidora dedicada com seus alunos, com seu território e com a comunidade escolar”, falou o secretário municipal de Educação, Charles Gutemberg. Cláudia trabalhava no Cemei Rosita Aquino, onde lidava diretamente com crianças. Pelas redes sociais, a instituição postou fotos da educadora com os estudantes, lamentou a morte e destacou o cuidado que ela tinha com os alunos. “Nós todos sentimos muito essa lastimável perda de uma profissional comprometida, há anos dedicada às nossas crianças, muito querida pela comunidade escolar”, disse a gerente de educação integral da Secretaria Municipal de Educação, Helen Patrícia Vieira. Professora Cláudia Moraes da Silva Cemei Rosita Aquino LEIA TAMBÉM: Mulher morre e homem fica ferido em acidente na BR-251, em Montes Claros Criminosos atiram contra caminhonete de gerente de posto de combustíveis durante assalto e levam R$ 10 mil em Montes Claros Ecovias das Gerais está com vagas de trabalho abertas na região; veja como se candidatar Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.